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Bolsas de grife e o glamour que as envolve

Sonho de consumo de quase toda mulher, as bolsas produzidas por grandes grifes ainda são sinônimo de status social.

É sonho de consumo de quase todas as mulheres ter uma bolsa de grife. Marcas como Chanel, Louis Vuitton e Balenciaga levam em seus acessórios não apenas a ideia do utilitário, mas todo um status que determina a posição social de quem os usa.

Mas porque esses acessórios têm um fator tão determinante na identificação social? Esta pergunta nos remete aos anos 20, década de ouro para os amantes da moda e, em particular, de Gabrielle “Coco” Chanel.

Naquela época, as indumentárias e os acessórios eram produzidos à mão – exigência da própria Chanel – a fim de imprimir em suas peças o mais alto padrão de costura que se podia oferecer e tornando cada peça uma exclusividade. Tal exclusividade tinha um preço.

Embora o processo industrial seja hoje um fator imprescindível para a produção de acessórios e vestuário, algumas marcas de luxo continuam apostando na costura manual para a produção de seus produtos, ou pelo menos para o acabamento ou adição de algum detalhe da referida peça. A mão de obra, aliada aos custos como o desenvolvimento de materiais, pesquisas e elaboração de novos produtos, são alguns dos fatores que contribuem para a aplicação dos altos preços que envolvem estes artigos.

Por essa razão, quem exibe uma bolsa Chanel, ou bolsas de grifes de mesmo nível, é automaticamente enquadrado no patamar de rico, ainda quem esse adjetivo esteja longe de ser verdadeiro. Posições sociais deturpadas acabam sendo impostas pela própria sociedade consumista, independente da classe a qual pertence.

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